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A paixão pelo mundo árabe surgiu nas tardes de minha infância, ao assistir o seriado Jeannie é um Gênio, pois, junto à comédia dos anos cinquenta, havia números de dança árabe, como nos filmes egípcios. Em maio de 2000, comecei a tomar aulas com Rosilene Santos. De início, achei que não conseguiria, pois, na realidade, a dança trabalha o feminino. Aos poucos e com paciência fui descobrindo a beleza de cada movimento, de cada acorde musical. Percebi que, apesar de ser um pouco diferente, a cultura árabe não está tão distante assim de nós, brasileiros. Em 2005 iniciei os estudos do árabe para entender as letras das músicas árabes. Unido a esse conhecimento, veio o interesse pela música e cultura árabes. Em 2006 fui admitida como professora no Zahra Studio de Dança do Ventre, principiando minha jornada como mestra/pesquisadora da dança oriental. Em 2008 fundei o Harém Centro de Danças no Sudoeste e, em 2010 fiz a transferência da escola para Taguatinga. Busco entender a dança, de modo geral, e a dança do ventre, de modo específico, como forma de o ser humano se expressar num mundo conturbado e caótico. E posso afirmar que cada passo tem trazido gratas surpresas e plena alegria!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ABAIXO A DITADURA DO EGOÍSMO!


Será que é possível colocar-se no lugar do outro? Tentar entender como o outro pensa? O que o outro precisa? Buscar o caminho do encontro? São perguntas que ficam no ar. Podemos constatar hoje que as pessoas não estão parando para refletir, para ver o outro.
É a criança no semáforo, o deficiente que não consegue se locomover por causa das barreiras, o idoso que não tem mais a agilidade nos passos. Por que a pressa, a ganância, a compulsão, a necessidade de competir, ter mais e ser maior? Por que a necessidade de se apossar do que ainda não nos foi permitido possuir?

Em pleno terceiro milênio, a selvageria deveria ter sido deixada junto ao túmulo de nossos ancestrais Homo sapiens. Em um momento no qual a ciência mais avança, o ser humano descobre o que outrora estava oculto; terrivelmente a depressão, a tristeza, a solidão mais grassam e desgraçam a alma humana.

Por que não voltar à simplicidade?

Voltar a perceber a beleza e o encantamento do pôr do sol, a alegria do amanhecer ensolarado após uma noite chuvosa, o murmurar tranquilo do rio que segue inexorável o seu curso, a leveza e despercebimento dos primeiros passos do bebê, a descoberta estampada no rosto da criança que explora o mundo a seu redor, o sabor do doce favorito, o aconchego do abraço de quem se reencontra após um tempo longe, o som da voz do ente querido distante que se queria perto.

Fatos, eventos e gestos que após segundos não são mais, assim como transitória é a vida e o que se leva dela.

Saiamos à rua contra a indiferença, o preconceito, a caretice.

Caretice, sim!, porque ter boas atitudes e ser um ser humano atinge os caretas de plantão, que pregam que nada deve ser estabelecido, que tudo deve ser aniquilado e que a ética não deve existir.

São caretas, sim!, pois essas coisas não deveriam sair de moda: o respeito pelos mais velhos, a alegria de ajudar o necessitado, o fervor de que algo pode ser feito. O que vale muito mais do que figurar em peças publicitárias tocantes com cenas e imagens escolhidas.


Abaixo a ditadura do egoísmo!

Abaixo os grilhões que impedem a gentileza e a empatia das pessoas!

Que nós possamos encostar nossas cabeças no travesseiro e, sim, dormir, e não descansar em paz.





(Publicado em 29 de setembro de 2009).

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