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A paixão pelo mundo árabe surgiu nas tardes de minha infância, ao assistir o seriado Jeannie é um Gênio, pois, junto à comédia dos anos cinquenta, havia números de dança árabe, como nos filmes egípcios. Em maio de 2000, comecei a tomar aulas com Rosilene Santos. De início, achei que não conseguiria, pois, na realidade, a dança trabalha o feminino. Aos poucos e com paciência fui descobrindo a beleza de cada movimento, de cada acorde musical. Percebi que, apesar de ser um pouco diferente, a cultura árabe não está tão distante assim de nós, brasileiros. Em 2005 iniciei os estudos do árabe para entender as letras das músicas árabes. Unido a esse conhecimento, veio o interesse pela música e cultura árabes. Em 2006 fui admitida como professora no Zahra Studio de Dança do Ventre, principiando minha jornada como mestra/pesquisadora da dança oriental. Em 2008 fundei o Harém Centro de Danças no Sudoeste e, em 2010 fiz a transferência da escola para Taguatinga. Busco entender a dança, de modo geral, e a dança do ventre, de modo específico, como forma de o ser humano se expressar num mundo conturbado e caótico. E posso afirmar que cada passo tem trazido gratas surpresas e plena alegria!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

MORTE: o fim ou a renovação de oportunidades?

A morte é algo intangível, mas fortemente palpável. Ela nos separa dos entes queridos. Faz-nos questionar o sentido da vida. Qual nossa postura diante da morte? Como você realmente a vê?

Particularmente a mim ela não assusta! Surpreendentemente se apresenta como uma oportunidade! Ensejo para repensar o que sou como ser humano, o que tenho feito e como as pessoas a meu redor – amigos ou não – me veem.

Você já tentou imaginar estar presente ao seu velório? Observar ali as pessoas que foram prestar as últimas homenagens. O que elas diriam? Como agiriam? Se consternariam? E seus parentes? Estariam comovidos? Em paz? Com saudades? Todas as respostas a essas perguntas jazem no modo como você levou a vida.

Será que haverá uma multidão ao dar o último adeus? Ou haverá um aguerrido último parente e o coveiro ao pé da sua última morada? Terá valido a pena ter sido tolo ao desprezar o valor do outro, por este estar em situação desencorajadora. Será que o desprezo com que encarou a vida não foi devolvido no último suspiro? É algo a se pensar!

Afirma-se que no momento do rompimento do fio de prata, que é a vida, podemos ver nossa existência passar diante de nossos olhos como um filme. Qual será o mote desse filme? O sarcasmo? O romance? A alegria? A esperança? O regozijo? É com certeza um curta-metragem, uma vez que sempre há planos a se cumprir, objetivos a perseguir.

Sendo a morte algo inexorável, porque evitar encará-la como mais uma fase da vida ou mesmo um portal, onde exista algo ainda inexplorado. O digníssimo leitor pode achar o assunto fúnebre, mórbido, mas é algo que está marcado para o final de nossa jornada.

Esse assunto não é triste, nem tão pouco agourento. Ao contrário, permite-me rever objetivos e metas e ensaiar algum desapego àquilo que a sociedade moderna, as grandes corporações e os meios de comunicação de massa – a famosa mídia – determinaram que é essencial ao homem. Esse apego deve ser revisto! Esqueçamos o amor ao dinheiro e a ter mais; esqueçamos o desenfreio da competição desnecessária e nociva; esqueçamos o egoísmo aniquilador de não ver o outro.

Apeguemo-nos sim à gentileza, ao cuidado, às boas maneiras, aos valores que tornam a alma humana maior. Apeguemo-nos ao respeito às limitações do outro. Não há aqui, de forma alguma a pregação ao autoaniquilamento, pois é o egoísmo às avessas, como um automartírio. Isso também é um veneno na alma, pois abre caminho para a soberba.

E a soberba é esposa do orgulho e amante do autocontentamento doentio. Eles amalgamados levam à perdição, à falta de direção pela consequente não percepção do outro. Demonstram crua e cruelmente o egoísmo plantado originariamente no coração da raça humana lá no Éden.

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